segunda-feira, 7 de junho de 2010
FUTURO
Certamente o futuro da TV não está no VHF ou UHF. Nem na TV à cabo. Tudo será transportado pela Internet. Problemas antes insolúveis como os gastos com banda terão uma solução.
Custo para ter acesso ao IPTV?
O custo deste serviço para o usuário será a compra de um aparelho set-top box para efetuar a conversão dos sinais e a contratação de um serviço de banda larga.
Já para as empresas, elas terão que aprimorar a infra-estrutura da rede, utilizando cabos de fibra óptica. Além disto, será necessário instalar pontos de Headend em locais estratégicos para a instalação de uma arquitetura descentralizada e a tecnologia MPEG-4 é proprietária. Outros custos dependerão do que se propor a operadora, pois terá que pagar pelos direitos autorais para a transmissão de vídeos e transmissões ao vivo.
Já para as empresas, elas terão que aprimorar a infra-estrutura da rede, utilizando cabos de fibra óptica. Além disto, será necessário instalar pontos de Headend em locais estratégicos para a instalação de uma arquitetura descentralizada e a tecnologia MPEG-4 é proprietária. Outros custos dependerão do que se propor a operadora, pois terá que pagar pelos direitos autorais para a transmissão de vídeos e transmissões ao vivo.
Comparação com outras tecnologias
WebTV
Por causa do prefixo de "Internet Protocol", é comum confundir IPTV com televisão pela Internet. Assistir vídeos pela rede não é novidade alguma, a chamada WebTV existe há algum tempo, mas oferece um serviço de má qualidade. A WebTV não garante a qualidade de serviço, podendo ocorrer interrupções no vídeo e má qualidade da imagem.
IPTV
IPTV é também uma televisão digital, só que ao invés de os sinais se propagarem pela atmosfera, via satélite, por exemplo, ela vai via rede de dados. O IPTV utiliza em sua transmissão o conceito conhecido como QoS (Quality of Service ou Qualidade de Serviço). Este conceito garante que os dados sejam entregues com qualidade ao usuário, pois este conceito consegue funcionar com perda de pacote de dados e com atrasos (jitter) sem prejudicar a entrega do pacote.
TV a Cabo
Usam transmissões via cabo ou satélite, além de um aparelho decodificador (o "set-top box") da empresa que oferece o serviço. Com o IPTV, a diferença é a transmissão usando a infra-estrutura de banda larga disponível na sua cidade e bairro.
Por causa do prefixo de "Internet Protocol", é comum confundir IPTV com televisão pela Internet. Assistir vídeos pela rede não é novidade alguma, a chamada WebTV existe há algum tempo, mas oferece um serviço de má qualidade. A WebTV não garante a qualidade de serviço, podendo ocorrer interrupções no vídeo e má qualidade da imagem.
IPTV
IPTV é também uma televisão digital, só que ao invés de os sinais se propagarem pela atmosfera, via satélite, por exemplo, ela vai via rede de dados. O IPTV utiliza em sua transmissão o conceito conhecido como QoS (Quality of Service ou Qualidade de Serviço). Este conceito garante que os dados sejam entregues com qualidade ao usuário, pois este conceito consegue funcionar com perda de pacote de dados e com atrasos (jitter) sem prejudicar a entrega do pacote.
TV a Cabo
Usam transmissões via cabo ou satélite, além de um aparelho decodificador (o "set-top box") da empresa que oferece o serviço. Com o IPTV, a diferença é a transmissão usando a infra-estrutura de banda larga disponível na sua cidade e bairro.
DESVANTAGENS
Como qualquer outra tecnologia, a IPTV apresenta também algumas desvantagens. Sendo um sistema baseado no protocolo IP, apresenta limitações em termos de atraso e de perda de pacotes, se a ligação que lhe serve de suporte não for suficientemente rápida. Por outro lado, o suporte de HDTV em sistemas IPTV ainda não é uma realidade, devido às limitações em termos de largura de banda.
Outras desvantagens menos significativas que podemos referir, são o fato de a adoção para este novo sistema ter sido relativamente lenta. O preço da STB também pode constituir uma desvantagem. Questões de privacidade (segurança numa rede IP) e a inércia dos assinantes de televisão em transitar para um novo sistema podem representar entraves a esta tecnologia.
Outras desvantagens menos significativas que podemos referir, são o fato de a adoção para este novo sistema ter sido relativamente lenta. O preço da STB também pode constituir uma desvantagem. Questões de privacidade (segurança numa rede IP) e a inércia dos assinantes de televisão em transitar para um novo sistema podem representar entraves a esta tecnologia.
VANTAGENS
Integração e convergência digital
A integração consiste no acesso a televisão, dados e voz através de um único fornecedor.A possibilidade de integração de diversos serviços representa uma vantagem para os clientes em termos de custos e ao mesmo tempo uma nova oportunidade de negócio para os operadores de telecomunicações.

Figura 4 – Serviços de telecomunicações [6].
Interatividade
Na IPTV o entretenimento televisivo torna-se muito mais personalizado. Permite um grande controle sobre os conteúdos a que se pretende assistir. Algumas das funcionalidades de interatividade e controle que são oferecidas na tecnologia IPTV são:
1. Controle paternal sobre os conteúdos de televisão;
2. Alugar e visualizar vídeos imediatamente, de entre uma vasta gama de conteúdos;
3. Digital Vídeo Recording (DVR);
4. Obter um guia detalhado de programação;
5. EPG;
6. VoD;
A possibilidade de no IPTV se poder escolher os vários canais de acordo com as preferências do utilizador, surge como um paradigma revolucionário. Permitindo ao utilizador selecionar os conteúdos que pretende e não ter de pagar por conteúdos generalistas, nos quais muitos dos canais não são do seu agrado. Assim, será possível alcançar todo o tipo de público-alvo.
Mobilidade
A IP.TV utiliza uma plataforma de comunicação mais vantajosa do que as tradicionais. Em primeiro lugar, pode-se destacar a possibilidade de mobilidade de pontos de transmissão de conteúdos, haja vista que os equipamentos para este fim são de baixo custo.
Evolução
Outra vantagem oferecida pela IP.TV é a constante evolução tecnológica experimentada por seus usuários. Por ser utilizada em redes de computadores normais e não estar atrelada a um equipamento dedicado - como é o caso das TVs a cabo ou via satélite - que dependem dos seus específicos decodificadores (setup boxes) - sempre que PCs e softwares avançarem rumo a uma nova geração, a IP.TV ganhará novos recursos.
Em um mesmo ambiente operacional, o usuário é capaz de acessar e gerar informações através de recursos como videoconferência; simpósio, chats, notificações, quadro digital, além de visualizar coletivamente aplicativos.
Custo
A IP.TV alia o baixo custo das transmissões multiponto com a interatividade propiciada pelas redes e seus computadores.
Inovação
Outro fator de inovação é a capacidade de se realizar, também, transmissões a partir de unidades móveis, em tempo real, contando com todos os recursos de colaboração a custos bastante acessíveis.
Deverá funcionar como uma operadora de TV de fato, pois a sua rede - privativa e dividida em canais - deve ser explorada livremente por seus clientes.
Realizada a preparação da infra-estrutura de comunicação, o cliente fará uso de um ou mais canais, de acordo com suas necessidades, por um custo operacional fixo mensal, independente da quantidade de computadores conectados na rede IPTV.
A integração consiste no acesso a televisão, dados e voz através de um único fornecedor.A possibilidade de integração de diversos serviços representa uma vantagem para os clientes em termos de custos e ao mesmo tempo uma nova oportunidade de negócio para os operadores de telecomunicações.
Figura 4 – Serviços de telecomunicações [6].
Interatividade
Na IPTV o entretenimento televisivo torna-se muito mais personalizado. Permite um grande controle sobre os conteúdos a que se pretende assistir. Algumas das funcionalidades de interatividade e controle que são oferecidas na tecnologia IPTV são:
1. Controle paternal sobre os conteúdos de televisão;
2. Alugar e visualizar vídeos imediatamente, de entre uma vasta gama de conteúdos;
3. Digital Vídeo Recording (DVR);
4. Obter um guia detalhado de programação;
5. EPG;
6. VoD;
A possibilidade de no IPTV se poder escolher os vários canais de acordo com as preferências do utilizador, surge como um paradigma revolucionário. Permitindo ao utilizador selecionar os conteúdos que pretende e não ter de pagar por conteúdos generalistas, nos quais muitos dos canais não são do seu agrado. Assim, será possível alcançar todo o tipo de público-alvo.
Mobilidade
A IP.TV utiliza uma plataforma de comunicação mais vantajosa do que as tradicionais. Em primeiro lugar, pode-se destacar a possibilidade de mobilidade de pontos de transmissão de conteúdos, haja vista que os equipamentos para este fim são de baixo custo.
Evolução
Outra vantagem oferecida pela IP.TV é a constante evolução tecnológica experimentada por seus usuários. Por ser utilizada em redes de computadores normais e não estar atrelada a um equipamento dedicado - como é o caso das TVs a cabo ou via satélite - que dependem dos seus específicos decodificadores (setup boxes) - sempre que PCs e softwares avançarem rumo a uma nova geração, a IP.TV ganhará novos recursos.
Em um mesmo ambiente operacional, o usuário é capaz de acessar e gerar informações através de recursos como videoconferência; simpósio, chats, notificações, quadro digital, além de visualizar coletivamente aplicativos.
Custo
A IP.TV alia o baixo custo das transmissões multiponto com a interatividade propiciada pelas redes e seus computadores.
Inovação
Outro fator de inovação é a capacidade de se realizar, também, transmissões a partir de unidades móveis, em tempo real, contando com todos os recursos de colaboração a custos bastante acessíveis.
Deverá funcionar como uma operadora de TV de fato, pois a sua rede - privativa e dividida em canais - deve ser explorada livremente por seus clientes.
Realizada a preparação da infra-estrutura de comunicação, o cliente fará uso de um ou mais canais, de acordo com suas necessidades, por um custo operacional fixo mensal, independente da quantidade de computadores conectados na rede IPTV.
ARQUITETURA
IPTV: Arquitetura Tipo A
A arquitetura IPTV tipo A, define um alto nível padrão para a entrega de vídeo, dados e de serviços da voz (triple-play), sobre uma rede de acesso utilizando a tecnologia de ADSL2/ADSL2+.
A arquitetura IPTV do tipo A é ilustrada na figura abaixo:

Figura 1: Arquitetura IPTV Tipo A.
Os elementos desta arquitetura têm a formação apresentada a seguir.
Distribuição de Vídeo Descentralizada
Com esse tipo de distribuição de vídeo reduz o tempo de acesso do usuário e a operadora pode implantar instâncias intermediárias numa estrutura distribuída hierarquicamente. Os servidores armazenam o conteúdo, que é popular em sua área de atuação, e os segmentos iniciais dos programas mais acessados. Nessa distribuição de arquitetura, um servidor se torna o responsável pela localização dos programas disponíveis em todo o sistema, ilustrado na figura abaixo.

Figura 2: Distribuição de vídeo descentralizada.
Codificação MPEG-1
O requisito básico para provimento de serviços de vídeo é a utilização de mecanismos de compressão dos sinais. Atualmente, os padrões Moving Picture Experts Group (MPEG) são os mais empregados: o MPEG-1 (padrão ISO/IEC 11172) provê resolução de 352x240 pixels NTSC e de 352x288 pixels PAL. É necessária uma taxa de pelo menos 1 Mbit/s a 1,5 Mbit/s, para se obter qualidade de Video Cassette (VCR) com MPEG-1.
Middleware
O Middleware se refere às plataformas de software que integram as várias partes do controle da solução de vídeo sobre IP desde a disponibilização dos serviços e aprovisionamento dos clientes até a bilhetagem. O Middleware é instalado ao longo de toda a cadeia do sistema, desde o headend até o set-top box.
Protocolo TCP
O TCP é um protocolo orientado à conexão que fornece um serviço confiável de transferência de dados fim a fim. O TCP disponibiliza meios para que o receptor possa determinar o volume de dados que o transmissor pode enviar, ou seja, controlar o fluxo dos dados.
O mecanismo de controle de fluxo baseia-se no reconhecimento e no envio do número de octetos que o receptor tem condições de receber, contado a partir do último octeto da cadeia de dados recebido com sucesso. Baseado nessa informação é realizado o calculo do número de octetos que pode ser enviado antes de receber outra liberação. Nesse caso, tem-se uma quantidade grande de informações trocadas na rede IP para uma grande número de usuários IPTV, aumenta o processamento dos equipamentos e pode, ainda, ampliar a vazão dos enlaces até o headend. O protocolo TCP apresenta uma overhead que varia de 20 bytes a 24 bytes.
Protocolo de Sinalização IGMP
O IP Multicast baseado em Internet Group Management Protocol (IGMP) possibilita maior eficiência na utilização da rede, permitindo a distribuição de conteúdo a um grande número de usuários sem causar impactos na rede, pois o tráfego é enviado somente a um Group Destination Address (GDA).
Os clientes utilizam o IGMP para se registrar e receber um determinado grupo multicast. Podendo o cliente manifestar sua intenção de aceitar ou deixar um streaming do grupo multicast, pois só clientes registrados para um GDA específico são influenciados pelo tráfego multicast. Uma das características do IPTV é a transmissão em broadcast, já que o conteúdo é enviando a uma grande quantidade de usuários. Esse protocolo é de suma importância para esse tipo de aplicação.
Distribuição do Serviço IPTV
A recomendação H.610 do ITU é baseada na arquitetura de distribuição xDSL. A arquitetura do sistema e o equipamento do cliente definem uma arquitetura de alto nível padrão para a entrega do vídeo, dos dados e dos serviços da voz, em uma rede de acesso de ADSL2/ADSL2+.

Figura 3: Recomendação H.610.
Seção: Tutoriais Rádio e TV
IPTV: Arquiteturas Tipo B e C
Arquiteturas Tipo B
A arquitetura IPTV tipo B, é ilustrada na figura abaixo, e detalhada a seguir:

Figura 4: Arquitetura IPTV tipo B.
Distribuição de Vídeo Centralizada
Numa arquitetura centralizada, o vídeo é enviado do headend central até o set-top box do usuário e todo o tráfego de vídeo vai fluir a partir de um link conectado ao headend, onde esse link deve ser capaz de suportar picos elevados de tráfego.
Essa arquitetura apresenta um problema em relação ao tempo de resposta do usuário, pois o transporte vai fluir desde a área de centralização até a ponta final do cliente, aumentado o delay entre o headend e o usuário final.
O backbone de transporte nesse tipo de distribuição deve ser projetado para suportar uma grande quantidade de requisições de todas as áreas de atuação da operadora de Telecom. A figura abaixo ilustra a distribuição de vídeo.

Figura 5: Distribuição de vídeo descentralizada.
Codificação MPEG-2
MPEG-2 oferece qualidade de DVD, com taxa de transmissão elevada e exigências típicas de 2 a 6 Mbit/s.
Protocolo de Transporte RTP/UDP
O Real-Time Transport Protocol (RTP) ou Protocolo de Transporte em Tempo Real foi apresentado formalmente em janeiro de 1996, pelo Grupo de Trabalho de Redes (Networkig Working Group) do Internet Engineering Task Force (IETF), com o objetivo de padronizar a funcionalidade para aplicativos de transmissão de dados em tempo-real como vídeo, áudio, tanto em redes unicast como nas multicast, sem, entretanto garantir a qualidade de serviço QoS ou reservar recursos de endereçamento.
O RTP roda sobre a camada UDP/IP, utilizando os serviços de multiplexação e cheksum do UDP e estabelecendo uma comunicação fim a fim. As porções de áudio e de vídeo, produzidas pelo aplicativo remetente, são encapsuladas em pacotes RTP. Esses, por sua vez, são encapsulados em um segmento UDP. O protocolo RTP apresenta um overhead de 12 bytes. Porém, nessa arquitetura, o RTP é transmitido com utilização do protocolo UDP, que tem um overhead de 8 bytes.
Protocolo de Sinalização RSTP
O RTSP ou Protocolo de Fluxo Contínuo em Tempo Real é de domínio público e permite a interação cliente e servidor, entre a fonte do fluxo de mídia a taxa constante (servidor) e o usuário (transdutor). Essa interatividade vem da necessidade de o usuário ter um maior controle sobre a reprodução da mídia.
As funcionalidades do RTSP resumem-se às manipulações de execução do arquivo, similarmente às funcionalidades que um aparelho reprodutor de CD disponibiliza para se ouvir música gravada. Ele permite que um transdutor controle a corrente de mídia através de comandos de: pausa e reinicio; retrocesso e avanço rápidos e reposicionamento da reprodução.
Distribuição do Serviço IPTV
Esse tipo de distribuição permite a verificação da distribuição do vídeo e entrega do serviço, com a recomendação H.610+ DSL Fórum. Nessa arquitetura podemos ter além da rede ADSL como acesso, as redes PON (Passive Optical Network) para distribuição.
Arquitetura Tipo C
Esta arquitetura tem sido pesquisada e utilizada no Brasil por operadoras que estão implementando o serviço de IPTV. A arquitetura IPTV tipo C, é ilustrada na figura abaixo, e detalhada a seguir:

Figura 6: Arquitetura IPTV tipo C.
Aqui, são descritos apenas os componentes que não são comuns às demais arquiteturas.
Codificação MPEG-4
O MPEG-4 oferece qualidade de DVD e HDTV, com taxas de transmissão inferiores às previstas no MPEG-2. Apresenta mais precisão na estimativa dos movimentos do sinal de vídeo do IPTV e, ao contrário do MPEG-2 , é uma tecnologia proprietária, isto é, requer licenciamento de uso.
Protocolo de Transporte UDP
Streams MPEG são transportados diretamente sobre uma rede IP, com utilização de UDP e com protocolo de sinalização IGMP. A distribuição de vídeo sobre redes IP pode ter um custos alto, em termos de banda e de recursos de rede.
O uso do protocolo de transporte UDP é ideal para transporte de sinais IPTV, porque não exige confirmação do recebimento do pacote, reduzindo assim o tempo de resposta e aumentado a velocidade de processamento. O protocolo UDP possui um overhead de 8 bytes.
A arquitetura IPTV tipo A, define um alto nível padrão para a entrega de vídeo, dados e de serviços da voz (triple-play), sobre uma rede de acesso utilizando a tecnologia de ADSL2/ADSL2+.
A arquitetura IPTV do tipo A é ilustrada na figura abaixo:
Figura 1: Arquitetura IPTV Tipo A.
Os elementos desta arquitetura têm a formação apresentada a seguir.
Distribuição de Vídeo Descentralizada
Com esse tipo de distribuição de vídeo reduz o tempo de acesso do usuário e a operadora pode implantar instâncias intermediárias numa estrutura distribuída hierarquicamente. Os servidores armazenam o conteúdo, que é popular em sua área de atuação, e os segmentos iniciais dos programas mais acessados. Nessa distribuição de arquitetura, um servidor se torna o responsável pela localização dos programas disponíveis em todo o sistema, ilustrado na figura abaixo.
Figura 2: Distribuição de vídeo descentralizada.
Codificação MPEG-1
O requisito básico para provimento de serviços de vídeo é a utilização de mecanismos de compressão dos sinais. Atualmente, os padrões Moving Picture Experts Group (MPEG) são os mais empregados: o MPEG-1 (padrão ISO/IEC 11172) provê resolução de 352x240 pixels NTSC e de 352x288 pixels PAL. É necessária uma taxa de pelo menos 1 Mbit/s a 1,5 Mbit/s, para se obter qualidade de Video Cassette (VCR) com MPEG-1.
Middleware
O Middleware se refere às plataformas de software que integram as várias partes do controle da solução de vídeo sobre IP desde a disponibilização dos serviços e aprovisionamento dos clientes até a bilhetagem. O Middleware é instalado ao longo de toda a cadeia do sistema, desde o headend até o set-top box.
Protocolo TCP
O TCP é um protocolo orientado à conexão que fornece um serviço confiável de transferência de dados fim a fim. O TCP disponibiliza meios para que o receptor possa determinar o volume de dados que o transmissor pode enviar, ou seja, controlar o fluxo dos dados.
O mecanismo de controle de fluxo baseia-se no reconhecimento e no envio do número de octetos que o receptor tem condições de receber, contado a partir do último octeto da cadeia de dados recebido com sucesso. Baseado nessa informação é realizado o calculo do número de octetos que pode ser enviado antes de receber outra liberação. Nesse caso, tem-se uma quantidade grande de informações trocadas na rede IP para uma grande número de usuários IPTV, aumenta o processamento dos equipamentos e pode, ainda, ampliar a vazão dos enlaces até o headend. O protocolo TCP apresenta uma overhead que varia de 20 bytes a 24 bytes.
Protocolo de Sinalização IGMP
O IP Multicast baseado em Internet Group Management Protocol (IGMP) possibilita maior eficiência na utilização da rede, permitindo a distribuição de conteúdo a um grande número de usuários sem causar impactos na rede, pois o tráfego é enviado somente a um Group Destination Address (GDA).
Os clientes utilizam o IGMP para se registrar e receber um determinado grupo multicast. Podendo o cliente manifestar sua intenção de aceitar ou deixar um streaming do grupo multicast, pois só clientes registrados para um GDA específico são influenciados pelo tráfego multicast. Uma das características do IPTV é a transmissão em broadcast, já que o conteúdo é enviando a uma grande quantidade de usuários. Esse protocolo é de suma importância para esse tipo de aplicação.
Distribuição do Serviço IPTV
A recomendação H.610 do ITU é baseada na arquitetura de distribuição xDSL. A arquitetura do sistema e o equipamento do cliente definem uma arquitetura de alto nível padrão para a entrega do vídeo, dos dados e dos serviços da voz, em uma rede de acesso de ADSL2/ADSL2+.
Figura 3: Recomendação H.610.
Seção: Tutoriais Rádio e TV
IPTV: Arquiteturas Tipo B e C
Arquiteturas Tipo B
A arquitetura IPTV tipo B, é ilustrada na figura abaixo, e detalhada a seguir:
Figura 4: Arquitetura IPTV tipo B.
Distribuição de Vídeo Centralizada
Numa arquitetura centralizada, o vídeo é enviado do headend central até o set-top box do usuário e todo o tráfego de vídeo vai fluir a partir de um link conectado ao headend, onde esse link deve ser capaz de suportar picos elevados de tráfego.
Essa arquitetura apresenta um problema em relação ao tempo de resposta do usuário, pois o transporte vai fluir desde a área de centralização até a ponta final do cliente, aumentado o delay entre o headend e o usuário final.
O backbone de transporte nesse tipo de distribuição deve ser projetado para suportar uma grande quantidade de requisições de todas as áreas de atuação da operadora de Telecom. A figura abaixo ilustra a distribuição de vídeo.
Figura 5: Distribuição de vídeo descentralizada.
Codificação MPEG-2
MPEG-2 oferece qualidade de DVD, com taxa de transmissão elevada e exigências típicas de 2 a 6 Mbit/s.
Protocolo de Transporte RTP/UDP
O Real-Time Transport Protocol (RTP) ou Protocolo de Transporte em Tempo Real foi apresentado formalmente em janeiro de 1996, pelo Grupo de Trabalho de Redes (Networkig Working Group) do Internet Engineering Task Force (IETF), com o objetivo de padronizar a funcionalidade para aplicativos de transmissão de dados em tempo-real como vídeo, áudio, tanto em redes unicast como nas multicast, sem, entretanto garantir a qualidade de serviço QoS ou reservar recursos de endereçamento.
O RTP roda sobre a camada UDP/IP, utilizando os serviços de multiplexação e cheksum do UDP e estabelecendo uma comunicação fim a fim. As porções de áudio e de vídeo, produzidas pelo aplicativo remetente, são encapsuladas em pacotes RTP. Esses, por sua vez, são encapsulados em um segmento UDP. O protocolo RTP apresenta um overhead de 12 bytes. Porém, nessa arquitetura, o RTP é transmitido com utilização do protocolo UDP, que tem um overhead de 8 bytes.
Protocolo de Sinalização RSTP
O RTSP ou Protocolo de Fluxo Contínuo em Tempo Real é de domínio público e permite a interação cliente e servidor, entre a fonte do fluxo de mídia a taxa constante (servidor) e o usuário (transdutor). Essa interatividade vem da necessidade de o usuário ter um maior controle sobre a reprodução da mídia.
As funcionalidades do RTSP resumem-se às manipulações de execução do arquivo, similarmente às funcionalidades que um aparelho reprodutor de CD disponibiliza para se ouvir música gravada. Ele permite que um transdutor controle a corrente de mídia através de comandos de: pausa e reinicio; retrocesso e avanço rápidos e reposicionamento da reprodução.
Distribuição do Serviço IPTV
Esse tipo de distribuição permite a verificação da distribuição do vídeo e entrega do serviço, com a recomendação H.610+ DSL Fórum. Nessa arquitetura podemos ter além da rede ADSL como acesso, as redes PON (Passive Optical Network) para distribuição.
Arquitetura Tipo C
Esta arquitetura tem sido pesquisada e utilizada no Brasil por operadoras que estão implementando o serviço de IPTV. A arquitetura IPTV tipo C, é ilustrada na figura abaixo, e detalhada a seguir:
Figura 6: Arquitetura IPTV tipo C.
Aqui, são descritos apenas os componentes que não são comuns às demais arquiteturas.
Codificação MPEG-4
O MPEG-4 oferece qualidade de DVD e HDTV, com taxas de transmissão inferiores às previstas no MPEG-2. Apresenta mais precisão na estimativa dos movimentos do sinal de vídeo do IPTV e, ao contrário do MPEG-2 , é uma tecnologia proprietária, isto é, requer licenciamento de uso.
Protocolo de Transporte UDP
Streams MPEG são transportados diretamente sobre uma rede IP, com utilização de UDP e com protocolo de sinalização IGMP. A distribuição de vídeo sobre redes IP pode ter um custos alto, em termos de banda e de recursos de rede.
O uso do protocolo de transporte UDP é ideal para transporte de sinais IPTV, porque não exige confirmação do recebimento do pacote, reduzindo assim o tempo de resposta e aumentado a velocidade de processamento. O protocolo UDP possui um overhead de 8 bytes.
IPTV SOFTWARE
O software utilizado pela plataforma IP.TV é feita de o servidor e o cliente e oferece módulos de transmissão de pacotes de dados em multicast ou unicast, quando necessário.
O Servidor IP.TV opera em plataformas Linux e Windows, ambos são totalmente compatíveis. Desta forma, é possível ter alguns servidores rodando Linux e outros rodando Windows, com todos os servidores de forma transparente interligados em uma rede única.
O Servidor IP.TV opera em plataformas Linux e Windows, ambos são totalmente compatíveis. Desta forma, é possível ter alguns servidores rodando Linux e outros rodando Windows, com todos os servidores de forma transparente interligados em uma rede única.
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